Carlos, três dias morto...


Estava na minha cabine individual, concentrado em planilhas do excel, no que dar de comida para o cachorro, na hemorróida da minha avó e no que almoçar, quando ao olhar para o lado percebo que Carlos estava passando mal. Tossiu duas vezes e apagou. Observei atentamente e fiquei chocado como ninguém fez nada.

Carlos então, começou a estribuchar, bateu a cabeça no monitor enquanto tentava levantar e acabou derramando muito sangue. Olhei para aquela cena e percebi que tinha de fazer algo, levantei e gritei:

"Vocês não vão fazer nada!?"

Era horário de almoço, e eu era o único na sala. Desci, fui almoçar uma picanhazinha no alho com batatas fritas que eu adoro. Quando voltei, sentei e olhei para Carlos como quem não quer nada e, para minha surpresa ele estava vivo, me olhou como quem pedisse ajuda, se arrastou uns dois metros e desmaiou, em estado de choque entrei no MSN, pus o nick:

"O Carlos está morrendo! Façam alguma coisa! Brasil rumo ao Hexa!".

Desesperado, fiquei offline, online, offline, online... Todos devem ter visto o nick, mas ninguém fez nada. Pulei o corpo de Carlos e fui beber água para me acalmar. Passou três dias ali e ninguém fez nada.


Ass.: RodrigoSantos

Texto original na Comunidade "Carlos, 3 dias morto e nada" do site www.naosalvo.com.br

O conto do Vigário


Sete horas. Maria Perpétua do Socorro, moradora de uma favela do Rio de Janeiro, sai para seu trabalho. Maria é doméstica e, apesar de ser casada, sustenta a casa sozinha. Seu marido, Vigário é um malandro com M maiúsculo. Sempre inventando desculpas para não trabalhar e encontrando defeitos nos poucos trabalhos que conseguiu.

Com fama de pegador no bairro, mesmo depois de casado, Vigário dava suas puladas de cerca. Maria, por sua vez, não acreditava nos comentários "maldosos" dos vizinhos e dizia amar o marido, não se importando de sustentá-lo.

Vigário era esperto e sua amante, Bianca Lábios de Mel, como era chamada por todos também. Vigário tinha uma técnica. Quando Maria deixava a casa para ir trabalhar, ele colocava uma garrafa de água em cima do medidor de luz para Bianca poder visitá-lo sem correr o risco de ser pega no flagra.

Certo dia, Maria esqueceu seu celular e voltou até em casa. Vendo a garrafa em cima do medidor, foi cobrar explicações do seu amado marido e só o que ouviu foi:

"Preocupa não, Maria. Essa garrafa aí faz economizar energia."

Ass.: RodrigoSantos

Conto inspirado na lenda: http://www.e-farsas.com/lendas_luz_agua.htm

Liberdade (?) roubada


Confusão, pensamentos distorcidos, sonhos, pesadelos, morte, fantasmas...
Tudo isso aparece bem na hora de dormir. Estranho? Talvez.
Se eu não conhecesse as reações do meu corpo.


Passo muitas horas do dia em quem eu consigo limpar completamente a mente, faço com que pareça uma grande sala escura. Sem sons, sem pessoas, sem um ruído sequer.

Tenho um auto controle bastante aguçado, depois de certos acontecimentos, mas é, justamente, na hora em que eu vou dormir (entre 23h e 0h) que todo esse controle vai para o espaço. Minha cabeça explode em pensamentos para me deixar acordado. Minha cabeça insiste em trabalhar quando, na verdade, deveria se aquietar.

Se imagino uma sala escura para acalmar os ânimos, as coisas mais sombrias acontecem. Rompem-se paredes, pessoas aparecem falando alto, minha criatividade aflora.

Há algum tempo, quase 4 anos para ser mais exato, passei a viver mais de noite. Dormia muito tarde e com isso, minha cabeça mostrou o que ela podia fazer durante a noite. Ficava mais criativo, conseguia ter discernimento dos mais diversos assuntos.

Hoje eu trabalho e ficar acordado até altas horas da madrugada tendo idéias bacanas, seja para escrever, seja para criar algo já não é possível. Preciso dormir e descansar para poder encarar o dia seguinte tranquilamente.

Como eu disse, meu auto controle nesse momento vai para o espaço. Minha cabeça dói, pensa, cria, fala. Faz de tudo para não me deixar dormir. Faz de tudo para me convencer que o melhor para mim é fazer o que mais gostamos de fazer juntos: ter liberdade.

Liberdade. É o que eu tenho aqui, não é!? Liberdade para escrever e publicar o que eu quiser, até pensamentos distorcidos, confusões, sonhos, pesadelos, morte, fantasmas...


Ass.: Rodrigo Santos ("Somos todos bons e, somos todos maus." Lila, em DEXTER)

A vida é clichê


A vida é clichê:

Carpe Diem.

Ter uma “casa no campo”.

Ter um amigo guardado no lado esquerdo do peito.

Sonhar em viver de amor.

Ter um ombro para chorar.

Assistir Comédia Romântica.

Chorar e dizer que ama todo mundo quando se está bêbado.

Comer chocolate na depressão.

Viver as coisas simples.

Cantar Wando.

Comer acarajé com Coca-Cola.

Pedir a mão em casamento na Torre Eiffel.

Cheiro de chuva.

Passar férias na Bahia.

Happy end.

Vivendo e aprendendo.

Falar do clima no elevador.

Novela de Manoel Carlos.

Cresça e apareça.

Cantar “Andança” em luau.

Tocar “Eu sei que vou te amar” em serenata.

Mandar flores no dia seguinte.

Comer pizza no domingo à noite.

Amarrar fitinha do Senhor do Bonfim.

Começar dieta na segunda-feira.

Jurar que nunca mais vai beber.

Escrever cartão no Dia dos Namorados.

Pintar o dente de preto no São João.

Se vestir de mulher no carnaval.

Falar “Sou careta” pra quem oferece um baseado.

Ouvir “Estou com o sistema nervoso” do porteiro.

Gritar “Toca Raul!” em show.

Namorar no sofá da sogra.

Pichar o asfalto pra namorada.

E este texto clichê.

Por Matheus Tapioca em www.farinhademandioca.net

O Complexo do Alemão


Tensão, pânico, pavor... sentimentos comuns para quem conhecia o Alemão.
Ninguém sabia mais o que fazer, alguns escolheram deixar o lugar, ir embora.
As pessoas não aguentavam mais tanta tortura. Era um martírio, uma luta.
Pessoas tentaram, inutilmente ajudar o Alemão, melhorar o astral que
sempre estava baixo, sempre com uma tensão no ar. Clima estranho.
Naquele dia fatídico, o chororô tomou conta do lugar. Todos tentaram
melhorar o ânimo. Ninguém conseguiu. Ninguém era capaz de fazer aquele
gringo Alemão abandonar seu complexo por não saber dançar.

Rodrigo Santos

Dexter


Ia escrever um conto nesse post, mas minha atual leitura e minha mais nova série preferida me fez prestar mais atenção em mim. Na última segunda feira (06/02/2010) estreou na Rede TV a série DEXTER e eu, que há muito tempo, queria ver a série fiquei acordado até que começasse. No dia seguinte começaram as pesquisas sobre a série. Descobri que ela foi baseada em um livro que prontamente fiz questão de procurar. Só hoje, devorei 10 capítulos de uma vez sem nem ver o final da tarde virar noite.


Poderia dizer aqui que não sei o porque desse meu interesse no personagem, mas me identifiquei com ele. A maneira como ele observa o mundo e a maneira como age me fascinam. Não posso dizer que sou um homicida, mas por várias vezes já tive vontade de matar alguém. É, de vez em quando acontece e, que jogue a primeira pedra, quem nunca teve essa vontade. Mas o personagem é mais complexo do que isso. Ele se descreve como sendo vazio, como um não-humano (se é que posso chamar assim) sem sentimentos e que faz as coisas, pelo simples fato, de parecer normal aos olhos dos "humanos comuns".
Lido bem com a morte, o que pode fazer de mim uma pessoa fria ou "sem sentimentos" pelo outro. Sempre lidei muito bem com isso. Lembro até hoje a naturalidade com que eu disse no colégio, aos nove anos, que meu avô tinha morrido. Pra mim era só mais um dia normal. O que passou, passou. Sempre fiz parte dessa política.
Já fiz muitas coisas ruins (ou erradas, como quiser chamar) e gostava, vibrava, entrava em êxtase quando davam certo. Sempre fiz meu papel, aquele simpático que cativa as pessoas, às vezes tímido, mas sempre bem agradável. Não que eu não seja assim, tenho minhas qualidades, mas nem sempre quero ser assim, nem sempre quero ESTAR assim. Às vezes só quero que todo o resto do mundo evapore pra eu poder sem quem eu REALMENTE sou.

Nem sei o porque de escrever tudo isso, mas essa série me causa um frenesi sem tamanho. E ler a história tá me fazendo viajar ainda mais nesse mundinho insano de um personagem assassino. Não sei, sinceramente, o que faria se pudesse matar algo ou alguém. Tenho medo de mim e da minha intuição com as coisas (o que eu, carinhosamente, chamo de a VOZ). Ela é mais forte que uma simples intuição, ela é como aquela história do anjinho e o diabinho, sempre soprando no seu ouvido o que você deve ou não fazer. É louco, e por que não dizer insano.

O sonho [Re]começou


Quem nunca teve sonhos? Uma boa casa, um emprego bacana ou aquele carro último tipo. Recentemente, estreou na Rede Globo a série Clandestinos e com ela me veio toda a vontade de realizar um sonho antigo: ser ator.
Desde criança tenho esse sonho guardado comigo, mas nunca tive o apoio necessário pra me aventurar num curso e bater de frente com aqueles que acham que não teria futuro.

Um pouco de história...
"Seis anos somente, uma criança como outra qualquer. Quando temos essa idade e falamos o que gostaríamos de ser, nossos pais encaram como brincadeira, como fantasia de criança. Com isso cresci aprendendo (por livre e espontânea pressão) que esse era um sonho impossível de ser realizado devido aos mais diversos fatores.
Quem não lembra de Chiquititas, a novelinha das crianças órfãs que foi sucesso pelo SBT. Com o término da primeira temporada, o SBT anunciava na TV uma seleção para novas crianças para o elenco. Insistente, consegui fazer com que me levassem. Acordei cedo, passei horas numa fila quilométrica até várias confusões (Tiro para o alto, pessoas pisoteadas, um garoto com braço quebrado e vidraças do SBT sendo quebradas) fazerem toda a produção cancelar as incrições e assim, fazê-las por cartas. Resultado? Decepção apenas. O tempo foi passando, pedidos para cursos foram feitos aos montes, mas sem sucesso."

Os anos passaram os estudos e, mais tarde o trabalho me impossibilitaram de realizar (E o mais importante: me dedicar) ao sonho de ser ator. Mas como eu disse, essa série me deixou mais inspirado e, por que não dizer, decidido a começar um curso e tentar. Meu sonho vai além da fama que muitos fazem questão. Quero ser ator de verdade, fazer teatro e tudo mais. A fama é consequência. Então é isso, agora é Rodrigo indo rumo a realização de seu sonho. 


Ass.: RodrigoSantos

Um mês depois...


"Ai, ai, nem sei como começar esse post... Um mês já passou e as coisas vão mal, muito mal pra falar a verdade."

Isso era o que eu pensava que postaria, mas até que as coisas estão fluindo bem, os medos que eu tinha com relação a dividir uma casa com "estranhas" não passaram disso. Tá bom, não vou dizer que é tudo perfeito, que estou adorando tudo isso, mas de 0 a 10 acho que posso considerar aí um 6/7.
As coisas vão fluindo a medida que o tempo passa. Ainda não houveram grandes brigas, mas já vi pequenas discussões. Como eu suspeitava, a convivência casual é bem diferente da convivência cotidiana e pequenos choques tem ocorrido, mas nada que seja preocupante.
Ah, eu confesso: isso não me preocupa nem um pouco. Sou só um coadjuvante nessa história. Sou neutro e permaneço neutro. Se possível abandono o recinto para não me envolver de maneira alguma, nem como ouvinte.

"Não tenho muito o que escrever, tão pouco inventar.
A vida anda monótona, quase parada. Apesar de sair, nada novo.
Tudo é velho, tudo é chato, tudo é tão... ah, tédio.
Alguém incomoda no MSN, fãs tenho aos montes.
Os que eu gosto de ter e os que eu odeio
Do twitter ou daquele site com fotos eróticas
É, gente intediava tem dessas coisas e muitas outras.
Gente intediada é capaz de qualquer coisa pra chegar
em seu estado de graça... " Diário de um chato intediado

Mas então, vou indo!!
Ass.: Rodrigo Santos

A mudança


Bom, acho que já tinha falado sobre A MUDANÇA aqui. Estava bem tenso com relação a isso e ontem vim para a casa nova. Bem complicado, não bastavam as caixas e pacotes feitos para serem levados aos poucos, ainda restavam o computador, camas, televisões e um arquivo que eu tenho. Eu, sempre muito temperamental, perdi a paciência com meu pai que quis levar a televisão comigo e não sozinho. Me revoltei e carreguei ela até uma vam sozinho. Suava como um porco e minhas costas doíam.

Tudo dentro da vam e do carro do meu pai. Chegamos na casa e começamos a colocar o que restava para dentro e desempacotar as caixas. Um verdadeiro sacrifí
cio, já que eu fiquei com o menor quarto, mas aos poucos o quarto foi tomando forma e as coisas se encaixando como se o quarto fosse ideal. Fui abrir a janela e ela ficou na minha mão. Logo depois a advertência do meu pai: "Não abre a janela que está quebrada." Ah, tá. Agora que eu já tinha aberto e estava com ela nas mãos. Tudo bem, tinha mais uma caixa no andar debaixo onde fica a cozinha e nossa atual entrada. Enquanto subia tropecei na escada e cai. O resultado foi um dedo roxo que não aguento dobrar e vários arranhões. Quarto arrumado, agora seria o maior teste da minha vida: A INTERNET. Tinha ficado sabendo pouco tempo atrás que a Tim não tinha muito sinal na área, apesar do site mostrar que há cobertura completa. Meu maior medo, morar com pessoas que eu não queria tudo bem, desde que eu tivesse a internet para me distrair e me tirar do mundo deles. Liguei a TV, a imagem terrível, nenhuma antena fez a imagem melhorar, só o SBT funcionando aqui. Ok, computador instalado, cabos todos ligados, estabilizador... morreu. Não ligava. O desespero foi tomando conta de mim. Pedi o notebook da, agora, enteada do meu pai, para testar meu modem. Nenhum ponto em 3G, só 2G que faz a conexão pior que uma discada. Desliguei o notebook. Tinha uma festa de aniversário e já se passavam das 17h quase 18h, a festa começava as 19h. Tomei banho, me vesti e voltei para o quarto. Resolvi ligar o computador na tomada direto, só pra testar mesmo. Liguei, conectei o modem e amarrei ele apontado para cima na cordinha da persiana. A luz piscou azul. Restava esperança ainda. Um ponto em 3G, 18% de sinal. Conectei e funcionou. Apesar do pouco sinal, a internet tá fluindo bem. Não como eu gostaria, mas fluiu. Fui a festa. Festa de criança, bastante gente, bebida, comida... Pera aí, eu disse comida? Esquece isso, recebemos um prato de salgadinho e passamos um tempão só tomando refrigerante e cerveja. Serviam as bebidas e esqueceram das comidas. Foi tenso. Na volta eu trouxe um estabilizador e liguei o computador de novo. A internet começou bem, estava em 3G até cair para a 2G. Aí desisti e fui para o meu novo desafio: dormir num quarto completamente estranho para mim. Deitei e fiquei vendo TV, não tinha sono. Estava cansado, com dores pelo corpo, mas não estava com sono. Forcei o sono, desliguei a TV e tentei dormir. Acho que consegui, porque só lembro de acordar hoje de manhã, com minha porta entreaberta, quem teria sido?, quando olhei a hora, um susto, mais de 11h da manhã. As dores estão mais fortes, então peço que mandem para mim uma loira gostosa que saiba fazer massagem, mas não uma qualquer, quero a massagem tailandesa e digo mais: com final feliz. FicaAdica. Por hoje é só!! Até mais!!

Ass.: RodrigoSantos

O mundo ao meu redor


Mais um sábado em casa... e sozinho, só pra variar. Acordei às 10 da manhã, vi Hannah Montana e TV Xuxa (Ok, pode ser mau gosto. Mas eu ia ver o que? Um cara expulsando demônios nas emissoras que vendem seus horários? Sou pobre demais pra ter SKY). Logo depois fui comer as sobras da pizza de ontem. Faz pouco mais de 6 horas que estou de pé e já vi programas de quinta (Tá, eu sei que é sábado. Quis dizer 5ª categoria), já escrevi besteiras no twitter, já li besteiras e esbarrei no blog do @EwanPallottini (http://enterradomorto.blogspot.com) que me inspirou a escrever.
Durante a semana toda fiquei pensando no que eu poderia falar aqui no blog. Sei que ninguém lê e se lê, se mantém no anonimato talvez por medo de ser julgado de ler um blog de um
doido como eu, mas esse blog eu fiz pra mim. Pra desabafar, falar besteiras, digo coisas aqui que nunca disse nem pra amigos, fossem eles mais próximos possíveis.
Tentei escrever dois post's essa semana e em um deles eu falava sobre a vida dentro de um
ônibus. Quem anda de ônibus, seja pra trabalhar ou ir ao colégio, sabe como é difícil sentar ao lado de um estranho e ouvir sua música, sentir um perfume ruim ou até mesmo ser obrigado a ter o sujeito caindo de sono no seu ombro.
Há alguns dias tenho prestado atenção nas conversas e cheguei a conclusão que as pessoas são loucas e sem noção quando se trata de conversar dentro daquele veículo enorme e ao mesmo tempo minúsculo quando pego na hora do rush.
Outro dia, enquanto estava com a cara dos peitos de uma senhora (Não por minha vontade) ouvi duas irmãs (Mulheres da igreja evangélica) falando de uma terceira 'irmã'. Eu estava com meus fones de ouvido, como de costume, ouvindo minhas músicas preferidas (que diga-se de passagem, não são o Justin Bieber, Luan Santana ou aquele tal do Rebolation) quando eu ouvi:

"Fulana, disse que o marido dela queria colocar os dois dedos e ela não deixou. Mas eu falei: 'Irmã, vocês são casados. Isso é normal.' mas ela disse que tem medo."

Baixei o volume pra ter certeza que estava ouvindo bem. Tirei os fones. Fiquei me perguntando o que aquelas mulheres pensavam que eram pra falar da vida sexual da outra? E se depois elas ainda teriam a cara de pau de julgar as pessoas "do mundo" com suas roupas curtas, com
seus Aloka, seus piercings e tatuagens. Sinceramente, não entendo o porque das pessoas falarem tão alto dentro de um coletivo e se alguém olha estranhando ou com cara de curioso ainda se acham no direito de reclamar. Mas essa não foi a única história de ônibus que teve essa semana. Ontem uma louca gritava freneticamente com uma amiga no telefone combinando algum programa que com certeza não seria uma roda de estudos.


"BIA, JÁ ARRUMEI MAIS DUAS PRA GENTE LEVAR NA PARADA. É. A THAISA E A CAMILA VÃO. JÁ SOMOS QUATRO, VOU VER SE CAROL VAI QUERER IR. VAMOS ARRAAASAAAARR. BEIJO AMIGA."


Ela estava tão louca no telefone (Claro, não tenho dúvidas que ela se divertiriam), mas do jeito que ela estava empolgada, uma delas, ou quem sabe todas elas, com certeza vai sair dessa parada de barriga cheia (Lê-se grávida.) Ia ser lindo, as amigas todas barrigudas. E claro, seus pais iam adorar. Os orgulhos da família...
E a semana foi de se desenrolando até eu chegar no sábado com os olhos frenéticos entre um programa tosco da TV ou um pornô na internet, no e-mail... Jogue a primeira pedra quem não recebe, ou já recebeu isso.
Não vou ser hipócrita de dizer que nunca assisti aquela fita que meu pai tinha escondida na última gaveta da cômoda, em
baixo das roupas, dentro de uma sacola preta. Golpe de mestre era o nome e lembro da história até hoje. O vídeo tinha toda uma história. O cara tinha dinheiro e queria todas as mulheres pra ele, até que ele vê a funcionária de um amigo que quer ser modelo. Ele se passa por gay pra chegar nela que é evangélica. Outra vez, as mocinhas evangélicas sendo citadas, olha lá hein, tô falando de filme pornô. Safadenhas.
Acho que falei de todos os assuntos num único post, assuntos esses que seriam discutidos todos em apenas um... Acho que foi o primeiro post mais dinâmico que eu já fiz. Ele desenrolou como uma conversa com amigos onde falamos de tudo e de todos, nos curtimos, conversamos e damos risadas... Pra encerrar, rola uma músiquinha?



Eu gosto demais dessa música, mas até hoje não sei o porque. Conheço ela desde mais novo, mas garanto: Quando descobrir eu conto... Até a próxima!!

Ass.: RodrigoSantos