Desabafo sincero


Todo mundo deve ter visto que teve Teleton no final de semana que passou e eu, como todo ano, faço minha doação. Esse ano não conseguia por nada e reclamei no twitter...

@RodriigoSantos Ainda não consegui doar... a gravação da @Vivoemrede diz que o número não existe. Como lidar?

Recebo uma DM da atendente da Vivo.

@VivoEmRede Detalhe o problema para que possamos ajudá-lo. Laís

@RodriigoSantos Não consigo fazer a doação para o Teleton e ouço a ligação de outros

@VivoEmRede O senhor está ligando de um telefone fixo ou de um celular? Laís

@RodriigoSantos De um celular.

@VivoEmRede Faça um teste ligando do fixo para ver se vai dar certo. Laís

@RodriigoSantos Desculpa a franqueza, mas se fosse pra ligar do fixo ou se eu tivesse problemas com ele falaria com a Oi que é a operadora do meu fixo.

@RodriigoSantos Mas de qualquer forma agradeço pela atenção, Laís.

@VivoEmRede Eu que agradeço seu contato e permaneço à disposição. Laís



Resumindo, não consegui fazer a doação e ainda escuto ligação de outros..





Livre pra viver


Então deixa ser do jeito que eu sei
Que é bom pra mim
Não ligo se acha bom ou ruim

Sigo minhas regras, goste ou não
Só importa se vier do coração
E olha lá, tem gente que acha que "tá" acima da razão

Igual quando eu ligo o rádio e a televisão
Que não vejo nada interessante
Só a mesma babozeira chata de antes

Deixa eu falar
Eu sei o que é bom pra mim
E nada vai mudar o que eu sou
É como penso

Se reparar que muita gente fala, fala
E no fundo não diz nada
Tem coisa errada

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Ás vezes eu sinto que estou na contra mão
Mas ninguém vai mudar minha direção
Não me julge porque penso diferente
A vida me mostrou que devo olhar pra frente

Tem gente que acha que pode me manipular
Falando bonito, se achando o "pá"

Mais uma vez, nada interessante
Só a mesma babozeira chata de antes

Deixa eu falar
Eu sei o que é bom pra mim
E nada vai mudar o que eu sou
É como penso

Se reparar que muita gente fala, fala
E no fundo não diz nada
Tem coisa errada

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Sempre olhar pra frente
Nadar contra a corrente
Viver sem medo de ser verdadeiro

Jogar para fora
O que tem por dentro
Sem desistir, sem desistir

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Versos mudos



Marjorie Estiano
Composição: Alexandre Castilho, Marcus Menna, Victor Pozas 

Sei que já tentei de tudo
Sei que já não quero mais lembrar
Só não sei como dizer pra mim
Toda vez eu me pergunto
Quem será que pode completar
Esses versos mudos que eu escrevi?

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

Aos poucos vou reconstruindo
Aos poucos tudo volta pro lugar
Escutando a alma dizer que sim
Nesse mundo desatino
Espero a nova rima me encontrar
Nesses versos mudos que eu escrevi

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

***

Mesmo passando o tempo, essa música ainda mexe comigo de forma significativa...
Sei o quanto consigo dramatizar, mas não quero ser a pedra no caminho como tenho sido. Só quero viver na tranquilidade. Vamos tentar juntos? ;D

Aconteceu comigo...


Marquei em negrito as coisas que aconteceram comigo...

A vela do bolo de aniversário nunca apagava no primeiro sopro. 

• Dois namoradinhos, só faltava dar beijinho. 

Já tentei imitar a risada do Pica Pau. 

Já gritei pra loira do banheiro vir me pegar no banheiro da escola e sai correndo. 

Quando meus dentes estavam moles, eu ficava cutucando eles com a língua. 

Raspava isopor na parede para fazer “neve”. 

Fui a china-na, saber como era a china-na, todos eram china-na, lig lig china-na! 

Já fiz uma tatuagem com a figurinha que vinha no chiclete. 

• Misturava os shampoos para poder criar um novo tipo de shampoo enquanto tomava banho. 

Tinha medo do boneco Fofão e do Chuck – Boneco Assassino. 

Ficava treinando minha assinatura para que quando eu crescesse, pudesse usar. 

Eu sempre acabava comendo a pasta “Tandy” de tutti frutti, de morango ou de uva ao invés de usá-la para escovar os dentes.

• Já tive uma amoeba.

• Já tive um amigo imaginário.

• Morria de medo do Homem do Saco.

Enquanto isso na cidade de Townsville…

• Tive uma maquininha de pipoca da Eliana. KKK

Tênis com luzinha era essencial.

Sempre tive curiosidade de ver a cara da secretária do prefeito de “As meninas Super Poderosas”.

No primeiro dia de aula, a professora sempre pedia para fazermos uma redação sobre o que fizemos nas férias.

• Quando era menor, queria que existisse um Big Brother para crianças.

• Babaloo foi à escola aprendeu o beabá, a danada professora ensinou a namorar: 7 e 7 são 14 com + 7, 21 tenho 7 namorados, mas não gosto de nenhum.

Fazia desenhos nos vidros dos carros empoeirados.

Comprava um chiclete que vinha numa bandejinha que era ovinhos de dinossauro (ovitos).

Sonhava em vender limonada na porta de casa.

Eu sempre torcia para a barriga da Poh dos Teletubbies ser a escolhida para passar o filminho.

• Eu tinha canetas com glitter e que tinham cheiro de frutas.

• Sempre que o avião passava eu dava tchau pra ele.

• Sempre tinha uma atividade escolar que tínhamos que recortar letra por letra das revistas para montar palavra.

Sonhava em fazer uma guerra de travesseiros que saíssem um monte de plumas como nos filmes..(e ainda sonho)

Minha mãe sempre dizia: Nunca aceita balas ou doces de estranhos na rua.

Os meninos queriam ser jogadores de futebol e as meninas modelos. Nem todos.

Já tive uma piscina azul de plástico.

Já fingi que estava dormindo quando minha mãe foi no quarto, pra ela ficar com dó e não me acordar.

Cuspia/jogava coisas da janela para cair nas pessoas que estavam passando embaixo e me escondia.

Jogava o jogo da cobrinha no celular, aquela que conforme comia, ela aumentava de tamanho e não podia tocar em si mesma.

Colocava um travesseiro ou uma bola debaixo da blusa e fingia que tava grávida/o.

Sempre quis ver o cara de pau de quem manipula o Louro José.

Odiava as professoras que escreviam meu nome no quadro quando eu tava conversando.

Brincava de ficar batendo a bexiga para cima e não podia deixar ela cair no chão em hipótese alguma.

Odiava aquele elástico do chapeuzinho de aniversário que apertava o pescoço.

• Quando gostava de algum personagem de filme/desenho, ficava falando que era ele.

Brincava de “Pega Varetas” e sempre tentava pegar as pretas porque valiam 50 pontos.

Deitava na rede, fechava ela comigo dentro e pedia para que me balançassem bem forte.

Odiava quando comprava pacotinhos de figurinhas para colocar no álbum e só vinha repetidas.

• Já coloquei nas costa de um amigo de sala um bilhetinho escrito: Me chute! (mas não aconteceu NADA Kk’)

Sempre bebia um suquinho horrível, só porque ele vinha num saquinho no formato de celular, arminha, carrinho ou patinho.

Adorava o cheiro de gasolina e de tênis novo. Ainda gosto.

Tive um estojão (que parecia um fichário) que tinha canetinhas, lápis, giz de cera, réguas, tinta… Tudo acoplado nele.

Me sentia num filme quando minha mãe lia uma historinha antes de dormir.

• Tinha medo de deixar meus chinelos virados, porque pensava que meus pais morreriam.

Eu brincava de tentar não pisar nas rachaduras do chão.

Sempre que achava uma pedra “diferente” na rua, eu levava pra casa pra guardar pensando que podia ser preciosa.

Meu tamagoshi quase sempre morria…(quase??)

Eu chutava a parede pra balançar a rede quando ninguém queria me empurrar

Já tive geloucos

Infância... era tão boa. Quem nasce hoje em dia NUNCA vai ser criança como nós fomos...

Será que ele é?


Acredito que todo pai vive com o fantasma do filho ser gay. O meu, no dia em que nasci, em meio à ditadura, gritou bêbado: “Prefiro ter um filho ‘viado’ do que militar!”. Talvez, por isso, achou que eu era gay quando fui dividir apartamento com um amigo e vim morar em São Paulo.

Quem já dividiu um apartamento com um homem sabe: todo mundo pensa que você e seu amigo são gays. Em Salvador, minha pobre mãe pediu para o zelador interfonar:

- Por favor, o senhor poderia chamar Matheus?
- Matheus? Aquele que mora com outro?
- É… Esse mesmo!

Coisa é fazer compras de supermercado juntos. Os dois andando pelos corredores, empurrando o carrinho e sendo observados pelas donas de casa com seus maridos. Viramos a atração do hortifruti enquanto escolhemos os legumes e as verduras.

Os técnicos da TV a cabo foram instalar o aparelho. Passado algum tempo, meu colega sai do quarto dele, não o meu, nem o nosso, o dele. Os técnicos entreolharam-se até que eu perguntei:

- Já instalou o Sexyhot? (canal de filme pornô, heterossexual)

E quando a sua vizinha é uma mulher que ficou pra titia, cuida da mãe e participa da quermesse da Igreja, pergunta:

- Vocês compraram o apartamento?

Homem é assim mesmo. Nunca saímos da puberdade. Quando masculinidade se mede pela quantidade de álcool que se bebe e de mulher que se pega. Precisamos nos autoafirmar o tempo inteiro. Principalmente quando questionam nossa sexualidade.

Também sou assim, mas não posso negar que tenho um lado feminino bem acentuado. Nunca fui muito bom de bebida, nem de pegar muita mulher. Choro em final de novela, sou romântico e fã da música “Super Homem – A Canção” de Gil. Mas não, meu pai. Eu não sou gay.


Por Matheus Tapioca em www.farinhademandioca.net

Rapidinhas



Solitude

Um apartamento vazio sem móveis. Chamar um táxi com passageiro. Perder um ônibus. Uma mão no ar. Um mendigo. O eco. Um deserto. A morte. Uma dor. Telefone mudo. Um serial killer. Um voyeur. Uma puta. TV ligada. Um paciente sem acompanhante. Réveillon sem abraço. Geladeira vazia. Órfão. Insônia. Masturbação. Monólogo. Cama de solteiro. Uma sepultura. Vomitar. Uma cama arrumada. Suécia. Nissin Miojo. Um faroleiro. Passarinho na gaiola. Cozinhar para si. Acordar sozinho. Tomar uma cerveja sozinho. Almoçar um PF sozinho. Sair sozinho. Viajar sozinho. Não dormir com o barulho de uma goteira. Assistir ao Faustão. Passar no caixa de “10 Volumes” do supermercado. Ouvir dezenove vezes a mesma música. Aprender a cozinhar. Conversar em voz alta consigo mesmo. Conversar com um estranho no balcão do bar. Não existe mesa para um, só para dois.

Texto escrito por Matheus Tapioca em www.farinhademandioca.net


Sem sentido

Vida estranha
Me arranca as intranhas
Me tira do rumo, do prumo

Vida estranha
Me arranha, me joga no chão
Me morde, me assopra, me cobra

Vida estranha
Sem sentido, sem razão
Sem amigos, sem tesão

Vida estranha
Me leva daqui
Faz o que quer de mim
Me mata, me arrasa
Me afasta...
 
Textículo escrito por Rodrigo Santos (Eu) ;D
 
 
Bom, é só. Obrigado pela visita, volte sempre e apaga a luz antes de sair, ok!?

Monólogo de um assassino


Vontade de matar? Sempre tive. Quando criança, queria matar professores.
Às vezes meus irmãos e em outras, até meus pais. Ninguém nunca me entendeu.
Até tentavam. Tentavam me modificar. Fazer que eu fosse como os outros garotos.
Nunca fui como os outros garotos. Nunca quis ser como os outros garotos.

Odiava falar de futebol, carros... e até sobre as garotas. Não. Não sou gay.
Só não gosto de abrir minha intimidade para qualquer um. Sou um cara reservado.
Amigos? Nunca os tive. Meu único amigo sempre foi, e sempre será, meu canivete.
Ele sempre esteve comigo, desde... a NOSSA primeira vez. Lembro-me bem...

Estávamos em uma excursão de colégio, um garoto de outra turma veio
pra cima me xingando e dizendo que eu era uma mulherzinha. Não tive escolha.
Marquei o infeliz para o resto da sua vida. Não o matei, achei que ele não merecia.
Devia estar vivo para que quando acordasse todas as manhãs lembrasse de mim.
A mulherzinha que acabou com seu LINDO rosto. Plásticas? Ele tentou várias.
Nenhuma delas conseguiu tirar a enorme cicatriz do Billy.

Billy é o nome do meu canivete suiço. Ele é vermelho.
Tem seu nome está estampado próximo ao desenho de um dragão.
Sempre gostei de dragões. Por isso tatuei um igual na mão esquerda.
A mesma que eu uso quando estou com o Billy, meu único amigo.

Não mato por esporte, nem tão pouco por prazer.
Mato se tentam me ferir. Mato quando entram no meu caminho.
Sou um assassino, confesso. Não me questione, nem discorde comigo.
Porque se o fizer, só farei uma pergunta: "Gostaria de conhecer o Billy?"
E depois disso, um corte na garganta fará que você se cale para sempre.

 Autor: Rodrigo Santos

Dramas, tramas e um pouco de sacanagem...


Era uma vez um distante reino, ele se chamava Leal Aurelino. Todos os habitantes do lugar viviam felizes. Bom, todos não. Existia um grupo que era contra o Rei, afinal eles conheciam todas as suas armações e tiranias. Esse grupo era chamado de RECLAMADORES RECLAMANTES que RECLAMAM do REI, ou R4 como era mais conhecido.
Para a maioria da pessoas, o rei era um homem bondoso, que se importava com seus "colaboradores", mas o que eles desconheciam era que ele era um tirano, que cobrava as maiores taxas de todo reino.
O rei era conhecido por ser um tanto quanto sistemático e por comprar virgens do reino vizinho, mas seus admiradores não o viam isso como defeito ou promiscuidade, e sim como uma qualidade, e o apoiavam em tudo. Enquanto isso, num quartinho velho e empoirado do enorme castelo, vivia um pobre rapaz. Seu nome era Roberto Raimundo Rodrigues Machado, ele era um rapaz forte, corajoso e esforçado. Desde que nasceu, foi colocado no castelo para servir ao rei e sua família. Aquele que antes limpava o borralho da cozinha, hoje cobrava os altos impostos e taxas estipuladas pelo rei.
Cansado de ceder aos caprichos do Ayrespídio Freitanildo, o rei, Roberto decidiu se juntar ao grupo R4, com a intenção de conseguir sua liberdade.

***

Reuniões e mais reuniões, o R4 se reunia sempre aos fins de tarde na cozinha do castelo, tramando o que poderiam fazer para que o rei caísse. Muitas conversas e nenhum veredito. Todos tinham as idéias mais absurdas: de envenená-lo com chumbinho a fazê-lo pegar AIDS de uma falsa virgem. O grupo só queria que o rei pagasse por suas tiranias.

_Vou abandonar o castelo - disse Roberto - sem mim, ele não receberá mais o ouro e empobrecerá.

Todos aplaudiram Roberto. Uma idéia simples, mas que poderia dar um bom resultado. E assim ele o fez, foi até o rei e disse:

_Tomei uma decisão. Vou me mudar para o reino vizinho - o rei olhava incrédulo - quero alçar novos voos. Quero ser livre.

Sem reação, Ayrespídio Freitanildo nada pode fazer e deixou que seu servo partisse.
O pobre rapaz tinha esperanças de conhecer um novo mundo, fazer amigos e quem sabe realizar seus maiores sonhos. Mas o seu mundo desmoronou quando ele conheceu seu novo rei, Valdecinío Souzeterra.
Valdecinío parecia ser um sujeito boa praça, tranquilo, mas em questão de poucos dias se mostrou tão tirano quanto Ayrespídio.
Roberto viu seu mundo cair. Se viu na beira de um precipicio pronto para ser jogado contra pedras rochosas. Quando, por fim, conheceu aquele quem o substituíra no reino Leal Aurelino.
Rafaelino Albuquerque de Bragança Silva de Souza Lopes Trovão Junior Neto era seu substituto. Sujeito arrogante que logo lhe despertou desconfiança e despeito por ocupar tão mal seu lugar.
Pouco tempo passou, Roberto sempre ia visitar seus amigos no reino de Leal Aurelino, mas nunca via seu substituto, que sumia sempre que dava a hora do chá. Mas um dia...

_Rafaelino, levou uma grande quantidade de ouro para comprar comida e não voltou.
_Será que - um dos funcionários do rei começou a falar - não, ele não faria isso.
_Perdi todo meu ouro - disse o rei desacreditado.

Sem que o rei percebesse, uma das integrantes do R4 vai até o reino vizinho com sua mula quatro cascos, couro malhado e dentes tortos. Everalina Francisca Dá CUnha Conceição vai ao encontro do antigo companheiro de grupo e lhe conta toda a história. Roberto, por sua vez, resolve voltar ao reino e ajudar seu rei.

***

_Oooohhh - exclamavam todos com a chegada de Roberto.
_Ele voltou - sussurrava um menininho - será que ele vai ajudar nosso rei?

Roberto olhava a todos e pensou que essa seria a deixa e a oportunidade que precisava para voltar ao reino e com todas as glórias e triunfos. Voltaria como herói e não como um simples rebelde que se recusou a participar das orgias do rei.
Todos depositaram sua confiança e torcida naquele que um dia virou a piada do reino. Diziam que Roberto tinha abandonado o reino porque teria se vendido por 10 moedas de ouro ao outro rei, que o usaria como um adorno em suas festas. Diziam que ele ficaria nu no salão e serviria para segurar casacos como um cabide.

Guardas cercavam todo o castelo, o reino ficou em alerta geral, Roberto conhecia cada centímetro do lugar, cada pessoa, cada casa como a palma da sua mão...

_Que bagulho é esse na minha mão?

Bom, vamos fingir que ele conhece a própria mão. Continuando, ele rondou todo reino atrás de Rafaelino, mas não o encontrou. Na casa daquele que o substituira não havia ninguém, só uma placa que dizia "VIAJAMOS PARA CANCÚM, VOLTAREMOS EM BREVE".
Roberto se recusava a acreditar que o ouro do rei estaria perdido e disse que ele espalhasse pelo reino que aquilo era um teste e que todas as moedas eram, na verdade, pirita, o ouro-dos-tolos e assim o rei o fez.
No dia seguinte, foi encontrado na porta do rei uma sacola com todo o ouro e um bilhete.

"Perdi o ouro, mas levei uma de suas virgens comigo..."

_Há, há, há... Quem foi que ele levou?
_Ele levou a novata. A Letíciana Piriguettis, senhor.
_Pobre rapaz, há, há, há - disse o rei tentando parar de rir - ela era um castigo para funcionários que se comportavam mal. Ela é um travesti. Há, há, há...

Todos riam e comemoravam. O rei aceitou Roberto de volta lhe dando todo o crédito pelo ouro recuperado e todos receberam-no com todos os méritos. E então, após o grande roubo, Roberto está volta ao seu lar, onde viveu feliz para sempre... ou até o dia de postagem desse conto.

Mergulho no passado...


Queria escrever aqui, mas não sabia por onde começar. Aconteceram muitas coisas e finalmente consegui um emprego novo que tem tudo pra dar certo.
Revirando umas coisas, encontrei um caderno antigo e um texto de quando eu tinha uns 14/15 anos, não tenho certeza, mas acho que já postei ele aqui. De qualquer forma, postarei de novo ou não, dessa vez melhor escrito ou não.

O sonho (por Rodrigo Santos)

Noite de verão, um homem e seu filho chegam em sua casa de praia onde passariam as férias.
Cansados, logo caem num sono profundo. No meio da madrugada, o homem acorda,
se levanta e resolve ir até o quarto do filho para verificar se está tudo bem, mas
encontra a cama vazia.
Desesperado, ele desce as escadas chamando pelo garoto que não responde.
Olha pela janela e vê um pequeno vulto andando na praia, em direção a água. Ele corre.
Quando o alcança, tudo parece escurecer e ele acorda. Assustado, Daniel se levanta,
vai até o banheiro, lava o rosto e volta até o quarto. Em cima da cabeceira da cama,
uma foto sua e de seu pai.
Ele lembra de todos os momentos em que estiveram juntos naquela mesma casa onde
passavam as férias de verão. Lembra, inclusive, daquela noite em que seu pai evitou que
ele se afogasse no mar.

...

No dia seguinte, Daniel decide ir até a praia e olhar o mar. O mesmo mar que ele
admirava quando criança, o mesmo mar que matou seu pai afogado dias depois daquela
noite. Ele viu toda sua vida passando como filme pelos olhos, caminhou em direção
à água e disse "Estou indo te encontrar, papai." e desapareceu na imensidão do mar.

Fim

Bom, é isso. Eu era mais novo, nem sei o que me deu quando escrevi isso, mas essa história já sofreu várias alterações. Em uma delas, ninguém morreu e tudo não passou de um pesadelo, um sonho ruim. Mas na história original o final é esse. Lembro como se fosse hoje como fui elogiado pela história. Que estava bem escrita e tal.
Agora voltando ao assunto do trabalho novo. Começo na segunda.
Tô super ansioso, mas tô confiante. Quero que dê tudo certo.
E tenho certeza que vai dar. E explicando o título do post, é que
dei uma olhada nas postagens mais antigas. Nos posts que mostram os
dramas da minha vida que, graças a Deus, está indo bem. É isso!!

Ass.: RodrigoSantos