O preço do táxi


Um indivíduo saiu para jogar bingo com 100 reais. Ao longo da noite, ele perdeu quase tudo: sobraram só 10 reais. Já eram 5 horas da manhã e ele tinha que voltar para casa de táxi.

Ele saiu do bingo e foi até um ponto de táxi, e perguntou pro motorista:

- Oh, mano, eu tenho só 10 paus e tenho que ir até Sapopemba. São 5 da manhã e tá um frio danado... Quebra o meu galho, vai!

O motorista não deu a mínima e falou:

- Eu não trabalho pra sustentar vagabundo que joga dinheiro fora.

O cara ficou pê da vida e, já que estava tudo perdido mesmo, resolveu gastar o restinho no Bingo.

Teve uma sorte dos diabos e ganhou 1000 reais. Pensou consigo mesmo e resolveu voltar para o ponto de táxi. Quando chegou lá, viu que o taxista mal educado estava agora na última posição da fila do ponto.

Chegou para o primeiro taxista da fila e falou:

- Oh, chefe, eu te dou 200 pilas se você me levar pra casa e, no caminho, fazer sexo oral em mim...

O taxista ficou nervosíssimo e quase bateu no cara.

Ele vai no segundo taxista e faz a mesma oferta. Esse também fica bravíssimo e diz que não levava nem a pau.

O sujeito sai fazendo essa proposta táxi por táxi e sempre recebendo a mesma resposta. Finalmente, chega até aquele taxista mal educado, abre a porta, entra no carro e fala:

- Oh, mano, agora eu arranjei grana, pode manobrar o carro e ir pra Sapopemba.

O taxista sai com o carro, passando na frente de todos os outros taxistas. O passageiro cutuca o ombro dele e pede:

- Agora, dá tchauzinho para os seus colegas, dá!

Meio Gay



Todos os meus amigos sempre me acharam meio gay, inclusive eu.
E hoje, pela primeira vez, um amigo me perguntou:

- Qual parte você é gay? A de cima ou a de baixo?
- A de cima!
- E a de baixo?
- Homofóbico!

Respondi de bate pronto e percebi que nunca tinha pensado nisso. E achei genial. Ser gay na parte de cima é:

- Chorar em final de comédia-romântica;
- Adorar os amigos gays;
- Achar filme europeu melhor que americano;
- Amar Caetano, Gil, Gal e Bethânia;
- Sua amiga achar você sapatão;
- Achar Freddie Mercury o máximo;
- Ficar enjoado em barco;
- Somatizar os problemas;
- Ser carinhoso com amigos homens;
- Ser mais româtico do que mulher.

Ser homofóbico na parte de baixo é:

- Não aceitar fio terra;
- Só ter saídas, nunca entradas;
- Pensar com a cabeça de baixo;
- Chutar canela no futebol da galera;
- Não cortar as unhas do pé;
- Não tomar sol de costas em cadeira de praia;
- Nunca subir escada com a ponta dos pés;
- Dormir de valete, quando divide o colchão com outro homem;
- Não ficar nu na frente de gay;
- Ter tesão em mulher acima de todas as coisas.

Pois eu sou assim. Metade macho, metade gay.

por Matheus Tapioca em http://www.farinhademandioca.net

Ah, esse Manuel Joaquim...


Lisboa, Portugal

Querido filho Manuel Joaquim:

Escrevo-te esta linha para que saibas que a mãe está viva.
Vou escrever bem devagar, pois sei que não consegues ler depressa.
Caso estejas sem tempo de escrever à mãe, manda uma carta dizendo que quando estiveres mais tranqüilo vais mandar notícias.

Se tu viesses hoje aqui em casa não irias reconhecer mais nada, porque mudamos.
Temos agora uma máquina de lavar roupa. Mas não trabalha muito bem.
Na semana passada pus lá 14 camisas, apertei o botão e nunca mais as vi.
Vai ver que esta marca Hydra não é das melhores.

Tua irmã Maria está grávida. Mas ainda não sabemos se vai ser menino ou menina. Portanto, não podemos te dizer se vais ser tio ou tia.
Teu pai arranjou um bom emprego. Tem 2300 homens abaixo dele. É o responsável pelo corte da grama do cemitério.

Quem anda sumido é teu tio Venâncio, que morreu no ano passado.

Lembra-te do teu tio Joaquim? Então, afogou-se no mês passado num depósito de vinho. Oito compadres dele tentaram salvá-lo, mas o tio lutou bravamente contra eles. O corpo foi cremado há duas semanas.
Levaram oito dias para apagar o incêndio.

Os engarrafadores de refrigerante aqui finalmente tiveram uma grande idéia de colocar uma indicação na tampinha, dizendo "abra por aqui".
Facilitou-nos muito a vida. Espero que os daí façam a mesma coisa.
Caso esteja difícil para ti, a mãe te manda algumas garrafas.

Teu irmão, João Manuel, continua o mesmo de sempre. Semana passada fechou o carro com as chaves dentro. Perdeu um tempão indo até a casa pegar a cópia da chave, para poder tirar-nos todos de dentro do automóvel.
Estava um calor de rachar. Por falar em calor, o tempo aqui está muito estranho.
Esta semana só choveu duas vezes.Na primeira vez choveu durante 3 dias.
Na segunda vez choveu durante 4 dias.

Esta carta te mando através do Gabriel, que vai amanhã para aí. A propósito, será que podes pegá-lo no aeroporto?

Lembrei de uma coisa importante. Terás um problema para falar com a mãe, caso decidas escrever-me. Não sei o endereço desta casa nova. A última família que morou aqui, antes de nós, também era portuguesa e levou a placa da rua e o número da casa para não precisar mudar de endereço.
Se encontrares a Teresa, dê-lhe um alô da minha parte. Caso não a encontres, não precisas dizer nada.

Adeus. Tua mãe que te ama. Fátima Manoela da Alcova.

P.S.: Ia mandar-te 2000 euros, mas fica para outra vez. Já fechei o envelope!


*****


São Paulo, Brasil

Querida mãezinha, recebi sua carta semana passada e escrevo-te estas linhas como resposta. Mas como não sei de certo seu novo endereço, na dúvida deixarei o destinatário em branco. Eu até comprei um computador e tentei enviar-te a carta por e-mail, mas não deu muito certo, é só a gente errar uma letrinha se quer e não tem borracha suficiente que apague.

No caminho pra cá pra São Paulo, descobri uma coisa que me deixou muito contente em saber.
Dizem por aí que nós portugueses somos burros, mas ora pois, burros são os brasileiros! Acreditas que no avião encontrei um brasileiro tão burro, mas tão burro que eu falei a ele que eu era gay e o tonto acreditou. Viemos transando o caminho todo.

São Paulo é uma cidade muito perigosa, eu ouvi dizer que aqui um homem é assaltado a cada cinco minutos. Deve ser um sujeito muito azarado coitado. Outro dia destes aconteceu uma coisa parecida comigo com a que aconteceu com meu irmão, eu sem querer também tranquei o carro com as chaves dentro. Andei 15 km a pé até meu apartamento para pegar a chave reserva, o pior é que quando voltei o carro tava todo molhado, porque começou a chover e eu esqueci o teto solar aberto.

Eu fico feliz pelo pai ter arrumado um bom emprego, mas eu aqui já não tive a mesma sorte. Eu consegui um serviço de vendedor de calçados, no segundo dia de trabalho meu patrão mandou que eu fizesse uma queima de estoque e quando o incêndio já estava chegando ao quarteirão ao lado, o gerente me mandou embora.
Acabei com o pouco dinheiro que tinha ao comprar uma caixa de naftalinas para matar as baratas que andam pelo meu quarto. O problema é que minha pontaria é uma droga e não consegui acertar nenhuma.

Tentei a sorte na loteria, mas ao conferir o jogo, descobri que tinha empatado com outro. Joguei o bilhete fora, eu sabia que não ia dar certo. Nem ao menos posso me divertir andando de skate. Aqui no Brasil só tem subida, ora pois!

Estou apreensivo para ver-te novamente.

Adeus.
Teu filho amado.
Manoel Joaquim.

Bolo de banana


Ingredientes

- 2 bananas-prata
- 1/2 xícara (chá) de manteiga (em temperatura ambiente)
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 2 ovos
- 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- 1 colher (chá) de essência de baunilha
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar



Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).

2. Unte uma fôrma de bolo inglês com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.

3. Sobre uma tigela, peneire a farinha e o fermento.

4. Descasque as bananas e amasse-as com um garfo.

5. Na batedeira, junte a manteiga com o açúcar e bata à velocidade alta até obter um creme fofo.

6. Sem parar de bater, adicione os ovos, um a um. Junte as bananas já amassadas. Reduza a velocidade e adicione a farinha com o fermento aos poucos. Junte a essência de baunilha e bata apenas para misturar.

7. Transfira a massa para a fôrma untada e leve ao forno preaquecido para assar por 40 minutos. Para conferir se o bolo está pronto, espete um palito: se sair limpo, está no ponto.

8. Retire o bolo do forno, deixe esfriar e desenforme sobre um prato de rocambole. Sirva a seguir.

Fonte: www.fuzarca.blogger.com.br

Desabafo sincero


Todo mundo deve ter visto que teve Teleton no final de semana que passou e eu, como todo ano, faço minha doação. Esse ano não conseguia por nada e reclamei no twitter...

@RodriigoSantos Ainda não consegui doar... a gravação da @Vivoemrede diz que o número não existe. Como lidar?

Recebo uma DM da atendente da Vivo.

@VivoEmRede Detalhe o problema para que possamos ajudá-lo. Laís

@RodriigoSantos Não consigo fazer a doação para o Teleton e ouço a ligação de outros

@VivoEmRede O senhor está ligando de um telefone fixo ou de um celular? Laís

@RodriigoSantos De um celular.

@VivoEmRede Faça um teste ligando do fixo para ver se vai dar certo. Laís

@RodriigoSantos Desculpa a franqueza, mas se fosse pra ligar do fixo ou se eu tivesse problemas com ele falaria com a Oi que é a operadora do meu fixo.

@RodriigoSantos Mas de qualquer forma agradeço pela atenção, Laís.

@VivoEmRede Eu que agradeço seu contato e permaneço à disposição. Laís



Resumindo, não consegui fazer a doação e ainda escuto ligação de outros..





Livre pra viver


Então deixa ser do jeito que eu sei
Que é bom pra mim
Não ligo se acha bom ou ruim

Sigo minhas regras, goste ou não
Só importa se vier do coração
E olha lá, tem gente que acha que "tá" acima da razão

Igual quando eu ligo o rádio e a televisão
Que não vejo nada interessante
Só a mesma babozeira chata de antes

Deixa eu falar
Eu sei o que é bom pra mim
E nada vai mudar o que eu sou
É como penso

Se reparar que muita gente fala, fala
E no fundo não diz nada
Tem coisa errada

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Ás vezes eu sinto que estou na contra mão
Mas ninguém vai mudar minha direção
Não me julge porque penso diferente
A vida me mostrou que devo olhar pra frente

Tem gente que acha que pode me manipular
Falando bonito, se achando o "pá"

Mais uma vez, nada interessante
Só a mesma babozeira chata de antes

Deixa eu falar
Eu sei o que é bom pra mim
E nada vai mudar o que eu sou
É como penso

Se reparar que muita gente fala, fala
E no fundo não diz nada
Tem coisa errada

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Sempre olhar pra frente
Nadar contra a corrente
Viver sem medo de ser verdadeiro

Jogar para fora
O que tem por dentro
Sem desistir, sem desistir

Se eu sumir, se eu quiser fugir
Livre pra viver o que eu sou
Dono do que é meu
Isso não vai mudar
Se isso é ser rebelde
Então é o que sou

Versos mudos



Marjorie Estiano
Composição: Alexandre Castilho, Marcus Menna, Victor Pozas 

Sei que já tentei de tudo
Sei que já não quero mais lembrar
Só não sei como dizer pra mim
Toda vez eu me pergunto
Quem será que pode completar
Esses versos mudos que eu escrevi?

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

Aos poucos vou reconstruindo
Aos poucos tudo volta pro lugar
Escutando a alma dizer que sim
Nesse mundo desatino
Espero a nova rima me encontrar
Nesses versos mudos que eu escrevi

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

Pra tentar me convencer
Que eu consigo sem você
Respirar enfim, um momento só pra mim
E deixar a vida acontecer

***

Mesmo passando o tempo, essa música ainda mexe comigo de forma significativa...
Sei o quanto consigo dramatizar, mas não quero ser a pedra no caminho como tenho sido. Só quero viver na tranquilidade. Vamos tentar juntos? ;D

Aconteceu comigo...


Marquei em negrito as coisas que aconteceram comigo...

A vela do bolo de aniversário nunca apagava no primeiro sopro. 

• Dois namoradinhos, só faltava dar beijinho. 

Já tentei imitar a risada do Pica Pau. 

Já gritei pra loira do banheiro vir me pegar no banheiro da escola e sai correndo. 

Quando meus dentes estavam moles, eu ficava cutucando eles com a língua. 

Raspava isopor na parede para fazer “neve”. 

Fui a china-na, saber como era a china-na, todos eram china-na, lig lig china-na! 

Já fiz uma tatuagem com a figurinha que vinha no chiclete. 

• Misturava os shampoos para poder criar um novo tipo de shampoo enquanto tomava banho. 

Tinha medo do boneco Fofão e do Chuck – Boneco Assassino. 

Ficava treinando minha assinatura para que quando eu crescesse, pudesse usar. 

Eu sempre acabava comendo a pasta “Tandy” de tutti frutti, de morango ou de uva ao invés de usá-la para escovar os dentes.

• Já tive uma amoeba.

• Já tive um amigo imaginário.

• Morria de medo do Homem do Saco.

Enquanto isso na cidade de Townsville…

• Tive uma maquininha de pipoca da Eliana. KKK

Tênis com luzinha era essencial.

Sempre tive curiosidade de ver a cara da secretária do prefeito de “As meninas Super Poderosas”.

No primeiro dia de aula, a professora sempre pedia para fazermos uma redação sobre o que fizemos nas férias.

• Quando era menor, queria que existisse um Big Brother para crianças.

• Babaloo foi à escola aprendeu o beabá, a danada professora ensinou a namorar: 7 e 7 são 14 com + 7, 21 tenho 7 namorados, mas não gosto de nenhum.

Fazia desenhos nos vidros dos carros empoeirados.

Comprava um chiclete que vinha numa bandejinha que era ovinhos de dinossauro (ovitos).

Sonhava em vender limonada na porta de casa.

Eu sempre torcia para a barriga da Poh dos Teletubbies ser a escolhida para passar o filminho.

• Eu tinha canetas com glitter e que tinham cheiro de frutas.

• Sempre que o avião passava eu dava tchau pra ele.

• Sempre tinha uma atividade escolar que tínhamos que recortar letra por letra das revistas para montar palavra.

Sonhava em fazer uma guerra de travesseiros que saíssem um monte de plumas como nos filmes..(e ainda sonho)

Minha mãe sempre dizia: Nunca aceita balas ou doces de estranhos na rua.

Os meninos queriam ser jogadores de futebol e as meninas modelos. Nem todos.

Já tive uma piscina azul de plástico.

Já fingi que estava dormindo quando minha mãe foi no quarto, pra ela ficar com dó e não me acordar.

Cuspia/jogava coisas da janela para cair nas pessoas que estavam passando embaixo e me escondia.

Jogava o jogo da cobrinha no celular, aquela que conforme comia, ela aumentava de tamanho e não podia tocar em si mesma.

Colocava um travesseiro ou uma bola debaixo da blusa e fingia que tava grávida/o.

Sempre quis ver o cara de pau de quem manipula o Louro José.

Odiava as professoras que escreviam meu nome no quadro quando eu tava conversando.

Brincava de ficar batendo a bexiga para cima e não podia deixar ela cair no chão em hipótese alguma.

Odiava aquele elástico do chapeuzinho de aniversário que apertava o pescoço.

• Quando gostava de algum personagem de filme/desenho, ficava falando que era ele.

Brincava de “Pega Varetas” e sempre tentava pegar as pretas porque valiam 50 pontos.

Deitava na rede, fechava ela comigo dentro e pedia para que me balançassem bem forte.

Odiava quando comprava pacotinhos de figurinhas para colocar no álbum e só vinha repetidas.

• Já coloquei nas costa de um amigo de sala um bilhetinho escrito: Me chute! (mas não aconteceu NADA Kk’)

Sempre bebia um suquinho horrível, só porque ele vinha num saquinho no formato de celular, arminha, carrinho ou patinho.

Adorava o cheiro de gasolina e de tênis novo. Ainda gosto.

Tive um estojão (que parecia um fichário) que tinha canetinhas, lápis, giz de cera, réguas, tinta… Tudo acoplado nele.

Me sentia num filme quando minha mãe lia uma historinha antes de dormir.

• Tinha medo de deixar meus chinelos virados, porque pensava que meus pais morreriam.

Eu brincava de tentar não pisar nas rachaduras do chão.

Sempre que achava uma pedra “diferente” na rua, eu levava pra casa pra guardar pensando que podia ser preciosa.

Meu tamagoshi quase sempre morria…(quase??)

Eu chutava a parede pra balançar a rede quando ninguém queria me empurrar

Já tive geloucos

Infância... era tão boa. Quem nasce hoje em dia NUNCA vai ser criança como nós fomos...

Será que ele é?


Acredito que todo pai vive com o fantasma do filho ser gay. O meu, no dia em que nasci, em meio à ditadura, gritou bêbado: “Prefiro ter um filho ‘viado’ do que militar!”. Talvez, por isso, achou que eu era gay quando fui dividir apartamento com um amigo e vim morar em São Paulo.

Quem já dividiu um apartamento com um homem sabe: todo mundo pensa que você e seu amigo são gays. Em Salvador, minha pobre mãe pediu para o zelador interfonar:

- Por favor, o senhor poderia chamar Matheus?
- Matheus? Aquele que mora com outro?
- É… Esse mesmo!

Coisa é fazer compras de supermercado juntos. Os dois andando pelos corredores, empurrando o carrinho e sendo observados pelas donas de casa com seus maridos. Viramos a atração do hortifruti enquanto escolhemos os legumes e as verduras.

Os técnicos da TV a cabo foram instalar o aparelho. Passado algum tempo, meu colega sai do quarto dele, não o meu, nem o nosso, o dele. Os técnicos entreolharam-se até que eu perguntei:

- Já instalou o Sexyhot? (canal de filme pornô, heterossexual)

E quando a sua vizinha é uma mulher que ficou pra titia, cuida da mãe e participa da quermesse da Igreja, pergunta:

- Vocês compraram o apartamento?

Homem é assim mesmo. Nunca saímos da puberdade. Quando masculinidade se mede pela quantidade de álcool que se bebe e de mulher que se pega. Precisamos nos autoafirmar o tempo inteiro. Principalmente quando questionam nossa sexualidade.

Também sou assim, mas não posso negar que tenho um lado feminino bem acentuado. Nunca fui muito bom de bebida, nem de pegar muita mulher. Choro em final de novela, sou romântico e fã da música “Super Homem – A Canção” de Gil. Mas não, meu pai. Eu não sou gay.


Por Matheus Tapioca em www.farinhademandioca.net